Minha filha não mora comigo.

Páginas do meu diario.

Algum momento do primeiro semestre de 2020.


Todas as vezes que digo que minha filha não mora comigo vejo a expressão de espanto ou pena no rosto das pessoas. Sinto como se elas tivessem dizendo “Coitada, nem a própria filha quis morar com ela. Deve ser uma péssima mãe.”

Para a sociedade, homens não criarem seus filhos é tao comum como ir a padaria comprar pão numa manhã de domingo. O questionamento e indignação é voltado, injustamente, apenas para nós mulheres. 


Desde crianca fui ensinada que quando parimos temos de viver pura e exclusivamente para nossos filhos, não podemos mais sermos nós mesmas, é subentendido que a abdicação da vida pessoal é a maior prova de amor àqueles a que damos a vida. Se seguirmos essa linha de raciocínio, podemos, então, entender que os homens não amam seus filhos. Óbvio que há exceções à regra, mas, quantos homens você viu abandonar ou adiar os estudos pra ficar em casa cuidando dos filhos ou deixando de sair com os amigos para relaxar, por não terem com quem dividir as horas da paternidade?

Eu nunca vi. Sério. Nunca vi.

Mas vi as mulheres da minha família educando os filhos sozinhas - incluo nessa estatística a minha mãe -, porque o pai estava ocupado demais no boteco com os amigos ou fazendo qualquer outra coisa com sua vida pessoal, a mesma vida pessoal que as mães são julgadas se decidem ter. Vi todas elas exaustas, abandonando a escola por não terem com quem partilhar as responsabilidades do nascimento de uma criança e do lar, não que não tivessem marido, algumas tinham, mas por não terem companheiros que assumissem as responsabilidades de uma vida em família.


A sociedade romantiza a maternidade, jogando para debaixo do tapete toda a sobrecarga e dificuldades que a mulher enfrenta, passando a mão na cabeça dos homens que, segundo a mesma sociedade, "não são maduros o suficiente para assumir tamanha responsabilidade". E quanto a nós? Também não nascemos “maduras o suficiente”, mas somos obrigadas a ser, simplesmente por nascer com uma vagina, então somos automaticamente sobrecarregadas de machismo e de julgamentos. O patriarcado pesa sobre nossos ombros.


Já reparou que todas as figuras sagradas retratadas nas artes e na religião são mães? 


Essa posição de sagrado é perigosa. Porque também calamos o fato de existirem muitas mães narcisistas e a sociedade fechar os olhos para isso, apenas por elas serem mães e imediatamente receberem o status de não questionáveis. Não importa quão destrutivas elas sejam. 


Mas voltando ao foto de apenas as mães serem representadas na arte e na religião, me pergunto se todo ser humano nasceu através de fertilização in vitro. Já que até mesmo a arte não direciona aos homens as responsabilidades que eles deveriam ter.


Pais vão às baladas, tomam cerveja com os amigos toda sexta-feira, vão ao futebol toda semana, têm tempo para as suas carreiras profissionais, seguem suas vidas normalmente. E quando são pais solteiros, começam novos relacionamentos com direito a tapinhas nas costas e congratulações. O que ouvem é “você está certo. Tem de seguir a vida”. 

Às mães, cabe a dadiva de envelhecer com um pano de prato no ombro, um rodo na mão e dever de casa pra ensinar. Mães não podem sentir emoções além da maternal, não podem ter sexo casual, ir para a balada, sair com as amigas, resolver suas próprias questões emocionais. Afinal, se não for para atropelar a si mesma, não é mãe suficientemente boa. A sociedade diz que mãe de verdade é aquela que se anula para educar e amar os filhos. Criadas em outros tempos, isso é o que a minha avó, minhas tias e minha mãe também acredita.

Provavelmente não é um pensamento incomum a todas as famílias ao redor do mundo.


Quando morava com o pai de minha filha eu trabalhava sete dias por semana e estudava à noite. Nas minhas folgas eu ficava em casa ou fazia algum passeio com eles. Trabalhava no dia de Natal, Ano Novo e feriados. O pai dela viajava várias vezes por ano, saía com os amigos, ia para festas e voltava para casa às cinco da manhã.


Após o nascimento dela, viajei poucas vezes e em todas elas as pessoas me olhavam como se eu tivesse fazendo alguma coisa errada. 

“Com quem está a sua filha?” Foi a pergunta que mais ouvi quando fui fazer o intercâmbio na Inglaterra, sozinha. Minha resposta era sempre a mesma “em casa, sendo bem cuidado pelo pai dela, que não está fazendo mais que o dever dele”. Era nítida a desaprovação no rosto daqueles que ouviam a minha resposta.

Tenho certeza que ninguém nunca perguntou a ele com quem ela estava enquanto ele estava na balada às cinco da manhã. Mas me perguntaram muitas vezes enquanto eu estava estudando pra ter mais qualificação profissional. Sem falar nas empresas que teimam em fazer essa pergunta idiota e arcaica em entrevistas para vagas de trabalho.

Ridículo, pra não dizer outras coisa.


“Seu filho não mora com você?”

“Com quem ele fica?”

“Nossa, como você consegue morar longe?

"Você nao sente saudade da sua filha?"

“Que sorte a sua que o pai ajuda, né?” 


Sim, infelizmente esses comentários são comuns para quem está vivendo essa situação. São comuns na minha vida desde que decidi me mudar de país.

Me questiono se as pessoas fazem essas mesmas perguntas para os homens que dizem não morar com seus filhos ou se deixam pra lá, por acreditarem que atitudes masculinas são inquestionáveis.  


Cuidar dos filhos não é obrigação exclusiva da mãe. Cuidar da casa não é obrigação exclusiva da mulher. É obrigação de quem come, dorme, suja, mora e fez. Se a casa, a sujeira e os filhos são de ambos, por que só a mulher tem a obrigação de fazer tudo sozinha? 

A masculinidade frágil é uma doença. 


Aquelas que como eu, não moram com seus filhos, são julgadas cruelmente por não seguir essa "regra" de ser mãe acima de ser mulher / pessoa que é vista como verdade absoluta por tantos séculos.


Quando terminei meu relacionamento, familiares, amigos e conhecidos me crucificaram com comentários cruéis, com olhar de desprezo, como se eu estivesse cometendo um crime por ter acatado a escolha de minha filha de morar com o pai. Nos jogam uma pressão enorme e no primeiro ano, senti como se isso me adoecesse. Me senti culpada por "deixar" que ela morasse com o pai. 


O que eu poderia fazer? Trazê-la a forca para morar comigo, mesmo depois de ela me pedir para morar com ele? Eu deveria ter passado por cima da saúde mental e emocional dela, das vontades dela como pessoa e alguém que eu respeito só pra gritar pro mundo "eu sou a mãe, ela vai morar comigo"? Ela escolheu morar com o pai. E verdade seja dita, foi uma decisão muito sábia da parte dela, porque naquele momento eu não tinha estrutura emocional ou física alguma para cuidar de alguém que não fosse eu mesma.


Acredito que o mais importante durante uma separação é o que a criança quer. É importante a criança estar bem física e emocionalmente. É importante que elas se sintam seguras, confortáveis, acolhidas e amadas. Não seria saudável eu simplesmente tirá-la de perto de tudo que constrói a identidade dela, que ela conhece e ama só para satisfazer o meu poder de mãe, mesmo que isso fizesse de minha filha uma criança infeliz. Infelizmente muitas mães ainda se comportam dessa maneira, porque o peso do julgamento assusta, cega. Não aponto dedos para quem faz ou deixa de fazer, todos temos nossas razões e todos escolhemos o que achamos ser melhor para nós e para nossos filhos.


Morar longe da minha filha não significa de forma alguma que eu seja menos mãe ou que a ame menos. Não sou uma mãe irresponsável, não estou louca nem penso que ela seja um peso em minha vida. Ou, como me disseram certa vez “você vai abandonar a sua filha para ter sexo com outros homens?” Como se eu tivesse me tornado uma prostituta por ter terminado o relacionamento e minha filha ter escolhido morar com o pai.


Já estava preparada para esse tipo de crítica. Mas não significa que dói menos.



O pai do meu sobrinho nunca enviou uma mensagem sequer para ele. O pai dele tem três outros filhos que moram na mesma rua em que minha irmã mora, sempre vai visita-los, mas nunca visita meu sobrinho. A sociedade não crítica o comportamento dele ou diz que ele não está presente porque está fazendo sexo com outras mulheres. 


Foram 10 anos divididos em dois cursos universitários, trabalhar 7 dias por semana, insônia, pesadelos, lidar com meus traumas pessoais, cuidar da minha filha, me divertir com ela nos horários mais absurdos, lidar e viver com a Síndrome da Dor Regional Complexa, lidar com problemas na relação e ser a companheira de alguém. Fazer tudo isso ao mesmo tempo foi exaustivo e acabei por não me reconhecer mais. A minha saúde mental se tornou uma merda, mais do que costumava ser. Eu estava extremamente estressada, lidando com um homem que não me respeitava e para piorar um pouco as coisas, no meu ultimo ano de relacionamento, fiquei muito doente por vários meses. Foi um ano turbulento e que me fez questionar muitas coisas sobre a minha vida, principalmente não estar vivendo da maneira como eu deveria e merecia viver. 


Foi quando eu admiti para mim mesma que eu não poderia esperar mais, que o que eu vivia não era real e saudável, que eu precisava de ajuda psicológica, que eu precisava trabalhar menos e fazer algo que eu realmente gostasse de fazer. Que eu precisava de tempo para mim, para me entender, me amar, me reconstruir. 


Muitas pessoas não entenderam as minhas questões para me separar e me mudar para outro país. Mas eu não precisava que eles entendessem, eu simplesmente já tinha me decidido. Então, eu fiz. A melhor decisão que já tomei pra mim mesma, também a mais dolorosa.


Mesmo fazendo apenas seu papel de pai, o homem é exaltado, e a mãe será sempre julgada, vista com maus olhos, tratada como irresponsável, vagabunda. 


Muitas vezes ouvi que não estava “sendo mãe de verdade” por não morar com minha filha. Todavia, não importa qual a razão da mãe para não morar com os filhos, assim como os filho podem escolher com quem morar, a mãe também pode escolher com quem eles devem morar.


Não importa as razões de cada uma, que seja pra ficar em casa sem fazer nada, que seja para viajar, namorar, trabalhar, estudar, ter paz. Não importa, a decisão é nossa também, não é abandono, não devemos nos sentir culpadas por isso. 

Filho não tem de ficar com a mãe, filho de tem de ficar com quem eles querem ficar e com quem, no momento, tem mais estabilidade emocional, financeira e psicológica para cuidar deles. Decisões podem ser mudadas com o tempo, quando todas as partes se sentirem bem o suficiente para mudá-las. Ser e viver mulher e mãe não é fácil social, física e emocional. A nossa saúde muda, o nosso corpo, a nossa mente e emoções mudam também. É muito pesado carregar tudo isso sozinha ou com ajuda mínima. Não precisamos carregar a culpa também.


Homens escolhem ser pais, mulheres, não. 


Gritam para nós "você não é uma boa mãe", enquanto colocam o homem como injustiçado ou herói, quando eles estão fazendo apenas a parte deles, a parte que não deixamos de fazer mesmo não dividindo mais a mesma casa. 


Certa vez comentei que tenho vontade de ter filhos com meu namorado (hoje, dia dessa postagem, meu marido) e então minha “amiga” disse, “ter outro filho para abandonar também?”. Isso me machucou demais. De todas as coisas que já ouvi desde que coloquei um ponto final no meu antigo relacionamento, essa foi a que me fez sangrar por dias. Em momento algum eu abandonei. Em momento algum eu deixei de amar, cuidar, estar presente e me importar. Viver em outro lugar não é abandono. Abandono é o que o meu pai biológico fez, quando conheceu as duas filhas 10 e 12 anos depois de elas terem nascido. Dez e doze anos sem uma palavra, sem uma ligação, sem uma caixa de remédio comprada, sem uma mensagem de “Feliz aniversário”. E continua assim, quase 33
anos depois do meu nascimento.
O que eu fiz não é abandono. Eu nunca abandonei.

Sempre tive em mente que quem ama cuida. Não preciso de uma intimação judicial para que minha filha tenha alimentação farta, educação, saúde, lazer e contato comigo todos os dias. Eu a amo, o bem estar emocional, físico e financeiro dela são minha responsabilidade e por querer que ela tenha a melhor vida possível, não importa se morando na mesma casa que eu ou não, eu mantenho as minhas responsabilidades em dia.
Eu não sou a versão feminina dos tantos pais judiciais que conhecemos todos os dias. Porquê jogam em mim a culpa do abandono?

Precisamos praticar a empatia e parar de querer nos meter na vida das pessoas sem ao menos saber as razões que cada um tem para fazer suas próprias escolhas.

Mulheres se preocupam com julgamento, tem medo de o filho ter algum trauma e não as amarem como amariam se elas ainda vivessem na mesma casa que eles. Com essa culpa e medo vem a depressão, a ansiedade, a falta de amor próprio, a baixa autoestima. Como eu disse antes, o primeiro ano foi difícil, eu sentava na minha cama e chorava por horas, aquela dor por sentir que abandonei mesmo sem ter abandonado, parecia física e, muitas vezes, pesada demais para carregar. Nos dias em que me senti sufocada com a culpa, cogitei voltar. Mas segui em frente, eu precisava fazer aquilo por mim mesma. Coloquei em minha cabeça que independente de com quem minha filha mora, continuo a ser a mãe dela. Não importa se quis sair do país, se estarei com ela apenas um mês por ano. Ainda sou a mãe dela. E mesmo que estivesse vivendo no Brasil, não viveríamos na mesma casa, afinal, foi escolha dela permanecer com o pai. 

Continuo sendo uma mãe completa, mesmo que não estejamos no mesmo espaço físico diariamente. 


A distância só existe para quem quer estar distante emocionalmente. 


Ela continua sendo a minha amiga, conversamos por horas, rimos, compartilhamos momentos, amamos uma a outra. A saudade está sempre aqui, alguns dias mais forte outros nem tanto. Porém, sem culpas.


Saudade não deveria doer, já que ela é cheia de amor.


Não cabe a mim ser egoísta e negar a minha filha o direito de viver a escolha que fez. Ela não perde nenhum dos dois, pelo contrário, ela ganha duas famílias, duas casas, dois lugares para chamar de lar e ter como seu. São acréscimos, não perdas. 


Se algum dia ela decidir por morar comigo, ela estará em casa, mas caso não queira, estarei grata da mesma forma, principalmente por saber que ela está feliz o suficiente para manter a escolha que fez pra si mesma ainda tão pequena.


Através da escolha dela, eu optei por me mudar e cuidar da minha saúde mental, mesmo que meus motivos tivessem sido outros, teria sido minha escolha e tem de ser respeitada. Eu não estava em um bom momento comigo mesma há anos, eu precisava respirar e começar a cuidar de mim. Como eu poderia ser uma boa mãe se eu não conseguia ser uma boa pessoa para mim mesma? 


Precisamos dar mais apoio e menos apontamentos. A nossa saúde mental deve ser prioridade em qualquer situação. Antes de amar qualquer pessoa, incluindo nossos filhos, devemos nos amar. Foi a primeira vez que me coloquei em primeiro lugar, foi a primeira vez que escolhi cuidar de mim e tentar ficar bem. Isso foi mágico e trouxe muitas mudanças positivas para a minha vida.


Nós mulheres precisamos falar sobre a maternidade como ela realmente é, não como a sociedade nos empoe que ela seja. Precisamos mudar muita coisa socialmente. Precisamos dizer que muitas de nós não gostam de estar grávidas, não querem ter filhos, não querem perder sua liberdade e noites de sono. E tá tudo bem, não há nenhum problema nisso. Está tudo bem dizer que ser mãe é exaustivo, sem precisarmos nos desculpar por isso ou reafirmar nosso amor por nossas crianças. Está tudo bem que nossos filhos morem com os pais. Está tudo bem termos tempo para nós mesmas e nos priorizar. Está tudo bem e nós devemos sair com os amigos, viajar, ter várias noites de sexo. Está tudo bem viver, seguir em frente.


Minha filha veio ontem. Eu não a vi por 3 semanas. Ela parece ter crescido bastante, mas eu sei que isso realmente não aconteceu. Ela apenas cortou os cabelos. Essa é a única coisa diferente nela. Ela dorme comigo quando está aqui, gosto de observá-la dormir e pensar em como ela se tornou uma garota independente e inteligente ao logo dos anos. Ela é sabia, sempre aprendo mais do que ensino. Ela gosta de falar palavras difíceis e frases que ainda não fazem sentido para a idade dela, mas ela as diz com propriedade, como alguém que sabe sobre todas as coisas da vida. 

Ontem nós estávamos desenhando e ela me perguntou qual cor poderia usar para pintar um cachorro, imediatamente ela mesma respondeu “não me responda, eu vou usar o meu potencial”. Ela me surpreende a cada conversa e me dá conselhos sábios sobre a vida. Conselhos que eu mesma não me sinto apta a dar.


Desenhamos girafas, ficaram engraçadas e horríveis. Me lembrei de um momento no ano passado, você me perguntou o que eu estava fazendo e então eu te enviei uma foto dela fazendo o trabalho de casa, você respondeu “Vida! Você está vivendo. Belo crocodilo”. Ela tinha desenhado um crocodilo bem pequeno ao lado do trabalho de casa e você percebeu isso. Você é muito observador. Você sempre se interessa pelos detalhes e todas as pequenas coisas? Eu nunca me esqueci disso, são poucas as pessoas que realmente enxergam o mundo e as pessoas ao redor. O seu comentário sobre o pequeno crocodilo me fez sorrir. 




Este post foi escrito com base no tema "O eufemismo do ano", do Desafio criativo proposto pelo Projeto Escrita Criativa.







Comentários

  1. Força, Leidiane. As mulheres estão sujeitas a julgamentos pesados demais mas não precisamos carregar esses pesos todos, só o que conseguimos e precisamos mesmo, de resto, por mais que seja difícil, deixar pra lá é o melhor que se possa fazer. Eu vi a foto que você postou da sua filha no instagram, ela é linda e tenho certeza que está no caminho certo pra ser uma pessoa maravilhosa!

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    1. Sim, nao precisamos. E é necessário entender isso e passar por esse processo de reconstrução.
      Foram dias difíceis, mas que hoje não me abalam mais.

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  2. Leidi, você e a sua filha são duas mulheres fortes. Acho que essa força é um dos principais ensinamentos que ela está aprendendo com você: que ela pode fazer o que quiser, onde quiser, sendo quem quiser ser. Isso desafia essa sociedade em que vivemos. E tem coisa melhor do que contribuir para vencer desafios?! Não carregue esse peso porque ele não pertence a você.

    Um beijo,
    Fernanda Rodrigues | contato@algumasobservacoes.com
    Algumas Observações
    Projeto Escrita Criativa

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    1. Nao carrego mais, Fê. Mas foi um processo.
      Ainda bem que tudo passa.

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  3. Texto longo, mas li tudo. Que bom que você tem uma relação saudável com sua filha. Isso é ótimo para a saúde de vocês.
    Gostei do blog e estarei por aqui agora. Esteja à vontade para visitar o meu blog também.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Esse seu texto é perfeito. Muitas mulheres precisam ler isso. Eu admiro muito a sua força e tudo que você é!
    Um beijo!!

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    1. Obrigada, amiga!

      Um beijo,
      Leidiane Holmedal | leidianesbueno@gmail.com
      Watermelon Curly

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