O demônio que imprecava maldição em voz alta

Ocupo meu lugar nessa cadeira vazia, assustada com o calendário que diz ser 04 de dezembro. Dois invernos fazendo aniversário de você, eu não deveria me importar. 

Flocos de neve flutuam do lado de fora, trazendo para o dia a claridade que não existe na razão pela qual eu ainda estou aqui contando os dias sem você.

Manhãs chegam, a lua brilha em todas as formas e tamanhos,  mas as lembranças dos seus olhos nunca vão com o vento. 

Converso com amigos, converso com estranhos, seu nome tão silencioso quanto aquele do qual não se pode falar. Um dia por vez, um dia de cada vez. 

Eu te vejo sorrir, sorrio de volta, estamos sorrindo em direção oposta. “Deixe ir”, a voz em minha cabeça me abraça com braços quentes. Toda minha esperança e medo, soprando mentiras usando o nome do amor. 

Estou voltando a isso o tempo todo, a sua memória não é suave. Quando penso, te converto em realidade e tudo que eu quero é olhar para você com outros olhos e então deixar ir. Queria não lembrar que você existe, porque quando olho porta a fora, tenho de me esforçar para lembrar o que há de bom sem você. 





Comentários

  1. Esse último parágrafo me pegou com tudo! A identificação bateu aqui!

    (E eu tô adorando a música do seu muso!)

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    Respostas
    1. É tao difícil separar as razoes pelas quais mantemos as pessoas em nossas vidas, as vezes depositamos tempo demais em alguns sentimentos porque não sabemos quem seremos sem eles.

      Noah é a minha dependência emocional. Ele sempre tem as palavras certas para os momentos certos.

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