Deixe Ir



Tive pesadelo e acordei chorando. 


Esse é um início de texto tão comum que por vezes soa monótono demais. Hoje foi um daqueles dias em que o peso do inconsciente cravou meus pés no chão, me puxando de volta todas as vezes que eu quis voar. Estive quieta, desatenta a tudo que me cerca, tampouco estive no mundo da lua, o sonho foi pesado demais pra me deixar flutuar. 


Certa vez vi um documentário que dizia que sonhos duram apenas dois segundos. Verdade ou mentira, não sei, mais parecem como a eternidade. 

Me movi muito, inquieta entre o despertar e o aprisionamento doloroso do adormecer e sonhar. Chorei e acordei chorando, me movendo como se buscando distância, espaço para não sentir. O mais curioso é que não me lembro com exatidão, apenas fragmentos. Imagens do que é novo e do que é velho. Confusos, difusos, borrados, ainda assim sentidos, incomodando. Não quero lembrar. O peso do meu corpo está aqui para confirmar o que meu cérebro nublado, tão acostumado aos pesadelos já não difere mais.



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